Esta entrevista será feita com minha avó, que tem 69 anos, é natural de Barracão- RS, sempre foi dona de casa e dedicou-se aos filhos integralmente, casou-se muito nova com 17 anos, com o marido mais velho já tinha 23 anos, mas na época isso era normal.
Como minha avó não se lembra muito da infância, ela resolveu me contar como conheceu meu avó.
- conheci, seu avó na praça da cidade, quando saia da missa com a minha mãe, ele "tava" sempre lá, ele sempre me acompanhava até minha casa que ficava bem perto da igreja mesmo, ele era gentil, como eu dizia " um bom moço lustro", depois de um tempo comecei a gostar dele, e fiquei feliz ao saber que ele também gostava de mim.
Quando eu casei com 17 anos, meus pais não queriam porque ele era muito velho pra mim, mas eu insisti pois gostava dele, casamos no dia 28 de maio, na mesma igreja que ele me conheceu, quando eu tinha 22 anos descobri que estava gravida, não tínhamos muitas condições eu não trabalhava e ele era professor, então, nem tínhamos muito dinheiro para sustentar um filho, já era difícil eu e ele, então uma criança seria mais ainda.
Eramos bem felizes, nunca faltou nada, mas não podíamos esbanjar também, meu pais nunca apoiou nada, minha mãe nos ajudou muito e graças a ela, que consegui criar meus filhos todos com muita saudade, como meu marido trabalhava e só voltava "pra" casa de noite, eu precisava cuidar da casa e do Salatiel que era o mais novo, logo depois tive o Sálio dois anos depois veio a Salete, depois de dois anos nasceu a Saloni e a mais nova é a Saluci, foi um aperto criar eles, pois cada um tem 1 ou 2 anos de diferença.
Graças a Deus, que tive muita saúde quando o José foi para o hospital, porque ele ficou la 3 meses, antes de morrer, la pegou muitas infecções e quase morreu por diversas vezes, ate hoje agradeço a força que Deus me deu, porque com 5 filhos pequenos pra criar e um marido doente no hospital foi muito difícil criar meus filhos, o mais velho já tinha 15 anos então cuidava dos outros.
Este é um resumo da história da minha querida avó como perdi o acesso do outro blog não tenho o áudio. Mas é uma história que até ela mesmo se emociona em contar.
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